{"id":1692,"date":"2014-06-20T13:08:44","date_gmt":"2014-06-20T16:08:44","guid":{"rendered":"http:\/\/www.urbanriders.com.br\/alvaro.perazzoli\/?p=1692"},"modified":"2014-06-20T18:47:00","modified_gmt":"2014-06-20T21:47:00","slug":"sexo-tragedia-iv-a-maldicao-de-caim","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.urbanriders.com.br\/alvaro.perazzoli\/?p=1692","title":{"rendered":"Sexo &#038; Trag\u00e9dia &#8211; IV &#8211; A maldi\u00e7\u00e3o de Caim"},"content":{"rendered":"<p><em><em><strong>Texto:<\/strong> \u00c1lvaro Perazzoli<\/em><br \/>\n<em><em><strong>Imagem:<\/strong> <\/em><\/em>Ordem do Drag\u00e3o Vermelho<\/em><\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-1695\" title=\"a maldi\u00e7\u00e3o de caim\" src=\"http:\/\/www.vidaclandestina.com.br\/wp-content\/uploads\/2014\/06\/a-maldi\u00e7\u00e3o-de-caim-300x200.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"200\" srcset=\"https:\/\/www.vidaclandestina.com.br\/wp-content\/uploads\/2014\/06\/a-maldi\u00e7\u00e3o-de-caim-300x200.jpg 300w, https:\/\/www.vidaclandestina.com.br\/wp-content\/uploads\/2014\/06\/a-maldi\u00e7\u00e3o-de-caim.jpg 500w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/>Quando pequeno, nutri um certo fasc\u00ednio por vampiros. Influenciado pelo que lia e assistia na TV, frequentemente me viam durante a noite com capas feitas com a pele de guarda-chuvas velhos. Tinha 11 anos.<\/p>\n<p>De forma alguma queria ser aquele super-her\u00f3i fascista fantasiado de morcego. Queria incorporar as trevas, sentir a solid\u00e3o da vida eterna e ter o charme que nenhum ser humano do sexo masculino sonhou em ter perante as mulheres.<!--more--><\/p>\n<p>Eu lia G\u00eanesis e amava o Apocalipse. Minha ben\u00e7\u00e3o seria receber a maldi\u00e7\u00e3o de Caim para ser a nova besta que afrontaria os homens nos dias atuais.<\/p>\n<p>Nos meus 16 anos comecei a tornar-me o ser que tanto venerei. Caminhava somente \u00e0 noite. Acreditava que assim teria a vida eterna e seria uma criatura invenc\u00edvel atormentada pela exist\u00eancia de Deus.<\/p>\n<p>Ent\u00e3o veio a primeira garota que despiu-se exclusivamente para mim. Sua pele era lisa, seu corpo fr\u00e1gil e sua face implorava a posse. Seios, vagina, l\u00e1bios, olhos e jugulares.<\/p>\n<p>Era o quarto de seus pais. Ela revelou que n\u00e3o gostava da claridade. Descobri ent\u00e3o que era mais poderoso quando as luzes eram silenciadas.<\/p>\n<p>Virei ela de bru\u00e7os e afastei seu olhar desconfiado. Sua raz\u00e3o poderia tornar seu instinto repressor em fun\u00e7\u00e3o ao extremo medo que poderia causar-lhe se fracassasse na surpresa.<\/p>\n<p>Agora podia dan\u00e7ar com meu punhal aterradoramente afiado junto aquele corpo nu.<\/p>\n<p>Da sua nuca desci vagarosamente a l\u00e2mina fria e no relance senti seu corpo estremecer na medida que me aproximava de seu \u00e2nus. L\u00e1 repousei a ponta da l\u00e2mina e ameacei dilacer\u00e1-la em sua intimidade.<\/p>\n<p>Im\u00f3vel e j\u00e1 ciente do poder que eu havia conquistado naquele momento, ela agarrava os len\u00e7\u00f3is sedosos com toda a for\u00e7a que podia. Estava muda, mas movia sua cabe\u00e7a, de pavor e prazer.<\/p>\n<p>Voltei a dan\u00e7ar com meu punhal, agora fazia o caminho inverso. Quando cheguei ao centro de sua coluna, virei ela mais uma vez.<\/p>\n<p>Olhava-me nos olhos. Era como se implorasse por aquilo e queria ficar o mais pr\u00f3xima da morte poss\u00edvel.<\/p>\n<p>Circundei cada um de seus seios com a l\u00e2mina. Com uma das suas m\u00e3os ela tocava seu sexo e soltava gemidos cada vez mais altos na medida em que eu pressionava o metal frio em sua carne macia.<\/p>\n<p>Uma pequena gota de sangue escorreu de seu seio esquerdo. O correr daquele l\u00edquido vermelho marcava aquele corpo branco como lava vulc\u00e2nica em uma geleira.<\/p>\n<p>Saboreei seu sangue acidental com um leve passeio da minha l\u00edngua naquela longa nascente rubra. Era adocicado e quente.<\/p>\n<p>Meu punhal agora invadia seu umbigo. Girei a ponta do metal e seus olhos se ampliaram. Ela perdeu completamente a rea\u00e7\u00e3o e sua masturba\u00e7\u00e3o tornou-se mais forte e meus movimentos mais cautelosos.<\/p>\n<p>Caminhava agora a l\u00e2mina em dire\u00e7\u00e3o a seu clit\u00f3ris. A aproxima\u00e7\u00e3o deixou-a mais ofegante e ela debateu-se ao atingir um intenso e profundo orgasmo.<\/p>\n<p>De olhos fechados sorriu extasiada.<\/p>\n<p>Quando os abriu, minha l\u00e2mina estava em sua jugular juntamente com minha face que se deliciava em sentir sua respira\u00e7\u00e3o mais intensa e quente.<\/p>\n<p>Sua m\u00e3o direita estava aterrada no colch\u00e3o, a sua esquerda balan\u00e7ava no ar como se pedisse socorro para o al\u00e9m.<\/p>\n<p>Pressionei mais o punhal em seu pesco\u00e7o. Seu corpo que segundos atr\u00e1s estava amolecido tornou-se duro como uma rocha.<\/p>\n<p>O sil\u00eancio da pr\u00e9-morte fazia-me ouvir as batidas de seu cora\u00e7\u00e3o e os ossos de seus dedos dos p\u00e9s esticarem na medida que contorcia as pernas.<\/p>\n<p>Naquele instante senti que a amava incondicionalmente. Meus punhos foram perdendo for\u00e7as e meus olhos apagavam lentamente as chamas do sadismo nefasto.<\/p>\n<p>Ela olhava-me com um tom repressor. Sua m\u00e3o direita voltara a ter vida e ela segurou meu punho. Pressionou-o com for\u00e7a e o trouxe novamente para perto de seu pesco\u00e7o.<\/p>\n<p>Fechou os olhos me dando adeus e sorriu me dando a permiss\u00e3o.<\/p>\n<p>Rasguei lentamente a carne que recobre a jugular e aproximei meus l\u00e1bios no seu pesco\u00e7o. Puxei lentamente a l\u00e2mina e ouvi pela primeira vez o estalo de uma art\u00e9ria dilacerada.<\/p>\n<p>Imediatamente deixei que o seu l\u00edquido vital preenchesse toda a minha boca. Olhava-a com o canto do olho e lentamente observei-a empalidecer, reduzir a respira\u00e7\u00e3o e diminuir seus batimentos card\u00edacos.<\/p>\n<p>Amei-a at\u00e9 a \u00faltima gota de sangue que seu corpo pode me dar.<\/p>\n<p>Dai-me prazer que darei a eternidade. Tornei-me neste dia o descendente do errante Caim e inimigo dos que caminham na sombra de Jeov\u00e1.<\/p>\n<p>-Oh grande ser punidor das almas perdidas, tornei-me o degolador das trevas ou o porta voz dos sonhos e desejos que povoam a mais escura ala do inferno?<\/p>\n<p>-Oh Senhor! Meu punhal recoberto por sangue \u00e9 o instrumento de um assassino em s\u00e9rie ou um pincel que acabara de ser usado em uma obra de arte sublime?<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Texto: \u00c1lvaro Perazzoli Imagem: Ordem do Drag\u00e3o Vermelho Quando pequeno, nutri um certo fasc\u00ednio por vampiros. 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