{"id":1631,"date":"2014-03-06T21:03:54","date_gmt":"2014-03-07T00:03:54","guid":{"rendered":"http:\/\/www.vidaclandestina.com.br\/?p=1631"},"modified":"2014-06-20T13:12:29","modified_gmt":"2014-06-20T16:12:29","slug":"sexo-tragedia-i-a-primeira-vez","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.urbanriders.com.br\/alvaro.perazzoli\/?p=1631","title":{"rendered":"Sexo &#038; Trag\u00e9dia &#8211; I &#8211; A primeira vez"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: right;\"><em><strong>Texto e foto: <\/strong>\u00c1lvaro Perazzoli<\/em><\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-1632\" title=\"A Primeira vez\" src=\"http:\/\/www.vidaclandestina.com.br\/wp-content\/uploads\/2014\/03\/IMG_9492.bjpg_-300x200.jpg\" alt=\"\" width=\"326\" height=\"217\" srcset=\"https:\/\/www.vidaclandestina.com.br\/wp-content\/uploads\/2014\/03\/IMG_9492.bjpg_-300x200.jpg 300w, https:\/\/www.vidaclandestina.com.br\/wp-content\/uploads\/2014\/03\/IMG_9492.bjpg_-800x533.jpg 800w, https:\/\/www.vidaclandestina.com.br\/wp-content\/uploads\/2014\/03\/IMG_9492.bjpg_.jpg 1500w\" sizes=\"(max-width: 326px) 100vw, 326px\" \/>Nas faces menos vis\u00edveis da escurid\u00e3o ela sussurrava no meu caminho, \u201cAbrace-me\u201d. Ligara antes e pedira para que entrasse em sua casa sem fazer barulho. Era um sobrado tipicamente paulistano em um bairro nobre da cidade imunda.<\/p>\n<p>Ela nada mais era que uma grande amiga que acabara de perder os av\u00f3s em um acidente automotivo. Um caminh\u00e3o perdeu o controle na estrada e atingiu o carro que estavam. Retornavam de uma viagem pelo interior paulista.<\/p>\n<p>Fazia quest\u00e3o de contar os detalhes, disse-me que sua av\u00f3 fora decapitada e seu av\u00f4 foi esmagado da cintura para cima. No necrot\u00e9rio reconheceu o av\u00f4 do pau para baixo.<\/p>\n<p>Sua dor era intensa, pois foi criada e vivia com eles. A casa que est\u00e1vamos era deles. Sua m\u00e3e vivia no exterior e seu pai a visitava regularmente. Mas ela o recusava. \u201cEle s\u00f3 me quer enquanto abro as pernas\u201d, contava.<!--more--><\/p>\n<p>A dor e a ang\u00fastia me deixam excitado, ver o sofrimento alheio \u00e9 minha forma de prazer, pois me aproximo mais dos seres humanos e sinto-me um pouco menos animal.<\/p>\n<p>Nunca nos beijamos, nunca trepamos, nunca nem ao menos senti desejo por ela. Era uma garota de pele clara que nunca soube escolher a fragr\u00e2ncia certa dos perfumes que usava. Suas roupas nunca combinaram com quem era e nunca refletia o que sentia.<\/p>\n<p>Mas nesse dia ela estava dominada pelo medo e a incerteza pairava em seu olhar. O cheiro do temor me excita mais do que o aroma febril de um dorso feminino no per\u00edodo f\u00e9rtil. Vestia uma delicada camisola, negra como seu futuro e fria como sua jugular.<\/p>\n<p>As luzes do quarto estavam apagadas, eram aproximadamente 19 horas. Havia ainda um resto de luz na rua e as frestas da janela desenhavam linhas desordenadas em seu corpo.<\/p>\n<p>Ela tinha f\u00f3sforos pr\u00f3ximos de algumas velas arom\u00e1ticas sobre a c\u00f4moda. Eliminei a luz furtiva da janela fechando a persiana e acendi as velas. Sua palidez ficou dourada e o azul do meu cora\u00e7\u00e3o bombeava instinto.<\/p>\n<p>Passeando as m\u00e3os pelo seu corpo senti que nada havia sob aquela camisola. Recusei-me tirar minha roupa, que nesse instante estava pesadamente escura como minhas vontades com aquele corpo.<\/p>\n<p>Viajei minha l\u00edngua por seus p\u00e9s at\u00e9 sua virilha, l\u00e1 ancorei minha barba e olhei suas entranhas que oscilavam juntamente com o pulsar das velas.<\/p>\n<p>O cheiro do seu sexo transformou meu lamento e estrangulei nossa amizade com a invas\u00e3o da sua intimidade com meus dedos sujos.<\/p>\n<p>Ela revirava os olhos, mas n\u00e3o conseguira se livrar da trag\u00e9dia. Deles uma chuva de l\u00e1grimas ca\u00eda e rapidamente se misturaram com o suor do seu corpo, que nessa hora implorava pelo meu.<\/p>\n<p>Nesse momento n\u00e3o queria fazer sexo com seu sexo, queria fazer sexo com o que lhe restara de vida.<\/p>\n<p>Na c\u00f4moda tamb\u00e9m havia uma navalha, provavelmente do seu av\u00f4, aproximei-a de sua doce garganta e com um leve toque rasguei lentamente sua carne. Com a outra m\u00e3o acariciava violentamente seu clit\u00f3ris. Quando ela sentiu o sangue escorrer por seus seios, a trindade divina formada pelo sangue, l\u00e1grimas e suor fez cheg\u00e1-la ao cl\u00edmax.<\/p>\n<p>E quando seus suspiros reduziram a intensidade, ela voltou a sussurrar, \u201cAgora \u00e9 a sua vez\u201d.<\/p>\n<p>N\u00e3o hesitei, pressionei com toda for\u00e7a que pude a navalha em sua garganta e a puxei com a m\u00e1xima rapidez que consegui. O sangue esguichara por todo o quarto.<\/p>\n<p>Na medida que ela se contorcia, o l\u00edquido rubro dan\u00e7ava no ar como uma bailarina japonesa de but\u00f4. Jamais esque\u00e7o a sinfonia da sua vida deixando seu corpo, era similar aos acordes de uma vagina urinando.<\/p>\n<p>Masturbei-me diante daquela cena e vibrava de prazer enquanto a garota se debatia de bru\u00e7os no centro do quarto.<\/p>\n<p>Quando o chafariz vermelho atingiu sua altura m\u00e1xima, ejaculei. No ar meu s\u00eamen misturou-se com seu sangue. O poss\u00edvel inicio de uma nova vida encontrou-se rapidamente com a morte de uma adolescente.<\/p>\n<p>Nesse instante senti que aquele esp\u00edrito escravo deixou a pris\u00e3o do seu corpo para ser eternamente livre.<\/p>\n<p>Fora a primeira vez que tirei a vida de algu\u00e9m e a sensa\u00e7\u00e3o foi exatamente igual \u00e0 primeira vez que gozei.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Texto e foto: \u00c1lvaro Perazzoli Nas faces menos vis\u00edveis da escurid\u00e3o ela sussurrava no meu caminho, \u201cAbrace-me\u201d. Ligara antes e pedira para que entrasse em sua casa sem fazer barulho. Era um sobrado tipicamente paulistano em um bairro nobre da cidade imunda. 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